
Hoje estou tendo uma bela sensação que o amor é como tragar um cigarro!
Primeiro enche-se de esperanças e alegrias os sentimentos, isto é a plenitude do sentir...exatamente como aquele prazer de quando se enche o pulmão de fumaça.
Depois, num movimento de expelir, libera-se todos os espaços para o medo, a dúvida, o receio.
Enche-se e esvazia-se a alma de significações amorosas todo seu eu...o tempo todo...
A mulher que eu amo é a fumaça dos meus desejos que vira e mexe passeia por dentro... Fumaça essa, do cigarro ou ela, que dança movida pelo silêncio do ato de tragar e soltar tudo que eu tenho de melhor ou pior....
Mas diferentemente da fumaça que apenas entra e sai esse amor fica!
Todos os amores ficam...
Meio volúvel esse plural, mas não deixa de ser uma verdade....
Amores vem e ficam!
Você simplesmente fingi que ele partiu, assim que chega um novo maço de cigarro na sua vida!
Mas você sabe quanto tempo aquela ponta do cigarro passado leva para se reciclar na natureza?
Você esquece de um colega da faculdade...esquece de tomar remédio...esquece de pagar contas...esquece de compras ao supermercado...esquece de datas de reuniões e aniversário...mas de um amor você não esquece!
Aquela ponta do cigarro tá jogada em algum lugar, você já fumou...o tabaco já acabou...mas aquele filtro tá por algum lugar....
E por ficar é que o vício do amor é infinitamente mais prejudicial e doloroso que o de fumar, e para este não há ministério da saúde que dê jeito ou nos alerte do mal...

Um comentário:
olha só, tá me consolando? não tô consolada, não, viu? COMO ASSIM VIREI FUMAÇA???? :-P
vc não me ama mais, mas eu te amo, seu zé ruela. forever and ever.
bjuuuuuu!!!
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