sexta-feira, 31 de outubro de 2008

FAZENDO BOM USO DESTE ESPAÇO!

Às vezes eu penso, por que pessoas fazem um blog ou escreve em artigos de jornais?
Pra falar de você?
Pra falar de mim?
Pra falar do mundo?
Pra criticar?
Pra brigar?
Pra brincar?
Como pessoas usam o recurso e poder de escrever?
Sendo que muitos blogs e colunas sociais são lidos por muitas pessoas... ou as vezes não...sem passar idéia alguma!
Popular ou não, essas palavras públicas podem ter função vital e missão especial...
Passar boas mensagens!

Até achei que as coisas que escrevo se resumem muito a certa futilidade minha, sabe? Poderia ser bem mais útil do que qualquer outra coisa esse espaço...

Bem, nada a é tarde e tudo ainda se tem tempo.
E hoje decidi gastar o meu tempo e meu espaço diferente de todos os outros!

Recebi um e-mail muito interessante na ultima terça feira e de um amigo muito especial!
No e-mail ele pedia ajuda a todos os amigos para que doassem sangue e medula óssea a uma amiga, que no momento encontrasse em uma situação delicada.
O que me surpreendeu é que o e-mail foi para amigos do Brasil inteiro e ele não pedia só por ela, mas por todos, em todos os estados, que possivelmente possam estar no mesmo caso clinico: Leucemia!

A gente só para pra pensar numa situação como essa quando, infelizmente, ela se está próxima da gente, né?
Eu trabalho dentro de um hospital, mas nunca doei medula óssea!
Por quê?
Porquê nunca pensei nisso, nunca tive um caso próximo a mim que me levasse a pensar!!!
Ignorância essa, não?

E o que são 10ml de sangue e 5 minutos da sua vida, apenas uma vez para se cadastrar em um banco de medula óssea ou até mesmo ser solidário a um amigo em um teste de compatibilidade....
o que são, hein?
Pois é, para nós quase nada, mas para alguém compatível a você é a oportunidade de continuar vivendo e sorrindo por mais tempo!

A compatibilidade está em casos de 1 pacienta a cada 1 milhão, a grosso modo!
Toda pessoa tem alguém compatível, se esse 1 milhão doassem medula óssea, seriam 1 milhão de curas....
Quantos números, não?
Talvez, hoje, a alta do dólar te assuste mais em numero, não?
E os 5 minutos?
E os 10ml?
E o 1 milhão de vidas?

Como poderíamos nos preocupar também?

:)

SEJA DOARDO DE MEDULA ÓSSEA, COM UM PEQUENO ATO VOCÊ PODE SALVAR MUITAS VIDAS!!!!!

PROCURE O HOSPITAL MAIS PRÓXIMO DE VOCÊ!



RIO DE JANEIRO

INCA

HEMORIO - Fundação Pró-Instituto de Hematologia do RJ

HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto



SÃO PAULO

Centro Inf. Investigações Hematológicas Dr. Domingos A. Boldrini - CAMPINAS

FAEPA Hospital de Clínicas Faculdades - RIBERÃO PRETO

Hospital de Clínicas da UNICAMP/ Hospital Universitário MEC/MPAS

Hospital Israelita Albert Einstein

Fundação Antônio Prudente

Hospital AC Camargo Hospital

PIO XII de São José dos Campos

Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo


MINAS GERAIS

Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais(UFMG)

Hematológica - Clínica de Hematologia - BELO HORIZONTE

Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora-UFJF

BAHIA

Unidade de Transplante de Medula Óssea da Real

CTMO-Centro de Transp. de Medula Óssea da Bahia

PERNAMBUCO

Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco Fundação

HEMOPE

PARANA

Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná

Hospital Erasto Gaertner

GOIÁS

Associação de Combate ao Câncer de Goiás - GOIANIA

Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Goiás

DISTRITO FEDERAL

Hospital Santa Lúcia - Brasilia

RIO GRANDE DO SUL

Hospital das Clínicas Porto Alegre/Hospital Universitário

Hospital Universitário de Santa Maria/Hospital Universitário/MEC/MPAS

Irmandade da Santa Casa de Porto Alegre - POA

SANTA CATARINA

Fundação de Apoio HEMOSC-CEPONRIO

GRANDE DO NORTE

Natal Hospital Center S/C Ltda

sábado, 25 de outubro de 2008

Sem dizer tchau...



Naquela manhã, quando se levantou, sentiu que algo estava diferente naquele ar...
Colocou os pés no chão, sentiu o gêlo do inverno e teve a certeza de ainda estar vivo. Teve a coragem de conferir o lado esquerdo da cama e infelizmente estava ocupado, ocupado pela ausência que ela tinha deixado naquele lençol e marcado no travesseiro.
Coçou a cabeça,
Suspirou...
E criou coragem para um banho de ânimo!
Banho rápido, café rápido e lá estava ele, com toda sua tristeza no transito!
Algo estava diferente naquele dia, todos nós podiamos ver, por mais que ele escondesse atrás do riso amarelo, nós podiamos ver...
Cumpriu suas obrigações, arrumou as gavetas, fez o supermercado, foi a academia e voltou...
Ele sempre sabia fazer tudo, sempre sabia de tudo, se responsabilizava por tudo. A única coisa que ele não sabia é que um dia a sua felicidade deixaria a sua casa pela porta da frente...
E foi assim que ela foi embora...
Entrou, abriu os armários, pegou suas roupas, seus perfumes, seus batons, o coração daquele rapaz e sumiu...

Foi até incrível, depois de tanta ousadia e de desafiar os astros, opiniões, enfrentar penhascos e furacões, de ter se ofercido em carne-viva... de repente, em um instante, não só o carnaval mas toda felicidade daquele amor de antes se teve um fim!
A Felicidade nunca mais foi vista morando naqueles olhos!


http://www.youtube.com/watch?v=uK6xafLmyZk&feature=related

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Sem Vez



Era uma vez um casal que não tinha vez...

Assim começou a história daquele rapaz com aquela moça, um belo rapaz com alma de menino e uma genioza menina com alma de mulher. Um rapaz-menino que não sabia que sabia amar e uma menina-mulher que queria ser amada.
Se encontraram com a ajuda do amigo acaso em uma noite de algum mês, a luz em uma das faces da lua, supostamente em alguma das nossas 4 estações.... com frio ou calor.
Poderia ter sido amor a primeira vista se tivessem se visto, mas não, foi amor sem se ver mesmo e olha que até poderia ter sido um amor que se sairia bem, enquanto houvesse amor!
Para eles esse seria o amor escolhido, escolhido para ser o maior amor do mundo, lindo e sincero como eles nunca haviam visto ou se permitido sentir. E foi...enquanto pensaram o que poderia ser, foi!
Mal sabiam eles que um era o dono do outro!
Aquele Rapaz guardava tanto esse amor, preservava tanto essa relação que passava a ser um avarento de amor, não dividia nada desse amor e do que sentia com ninguém, sendo assim esquecia até de dividir com Aquela Moça. Já Aquela Moça não excitava em esconder o que sentia e queria sentir tanto que multiplicava sentimentos dividindo com Aquele Rapaz e até com outros que se interessassem em sentir, não estou dizendo que Aquela Moça nunca tenha sido fiel Àquele Rapaz, sempre foi, o amor dela para ele era intocável, condicional e ao mesmo tempo incondicional e completamente diferente das sobras que ficavam para os outros. Para ela era o seu amor de verdade, amor de alma, o amor que nasceu pra vida dela, o único problema era que ela não sabia mostrar a ele a diferença, a diferença de entre os outros, entre tantos outros ele ser o “amor maior”, entre tantos outros ele ser O Rapaz, sim com letra maiúscula e destacável em todas as histórias daquela Moça, ele era responsável por qualquer forma de amar que ela pudesse manisfestar e sentir.
Ah se ele soubesse que o maior sonho dela era ser completamente dele!
Ah se ela soubesse que o maior desejo dele era estar eternamente com ela!
Pobre Aquela Moça que não soube mostrar e pobre Aquele Rapaz que não soube sentir.
Dois cegos!
Assim era para ser esse casal que não foi, mas não foi não porque Aquele Rapaz e Aquela Moça não quiseram ser, eles quiseram, quiseram até demais, além do que suportariam ser se fossem, quiseram-se tanto, mas tanto, que não foram...nem uma única vez!

domingo, 12 de outubro de 2008

PERTENCER (TRECHO)



Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou. Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém.
Nasci de graça.
Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus. Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso.
Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos.
Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer.
Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida. No entanto fui preparada para ser dada à luz de um modo tão bonito. Minha mãe já estava doente, e, por uma superstição bastante espalhada, acreditava-se que ter um filho curava uma mulher de uma doença. Então fui deliberadamente criada: com amor e esperança. Só que não curei minha mãe. E sinto até hoje essa carga de culpa: fizeram-me para uma missão determinada e eu falhei. Como se contassem comigo nas trincheiras de uma guerra e eu tivesse desertado. Sei que meus pais me perdoaram por eu ter nascido em vão e tê-los traído na grande esperança. Mas eu, eu não me perdôo. Quereria que simplesmente se tivesse feito um milagre: eu nascer e curar minha mãe. Então, sim: eu teria pertencido a meu pai e a minha mãe. Eu nem podia confiar a alguém essa espécie de solidão de não pertencer porque, como desertor, eu tinha o segredo da fuga que por vergonha não podia ser conhecido.
A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho.
CLARICE LISPECTOR

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

P.S. I LOVE YOU




“Se você não me queria, não devia me procurar, não devia me iludir, nem deixar eu me apaixonar...”

Palavras Roubadas...
Desejos Forjados...
Amor Inventado...
Declarações Invertidas...
Coração, na verdade, Vázio...
Volúvel...
Ama ser amada com a incandecência e indecência de um vulcão,
Diz que sabe de amor,
Mas de amor não sabe nada...
Seduz...
Devora...
Derruba...
Levanta...
Derruba outra vez...
E de amor ainda não sabe nada...
Mas nunca vai ser tarde para esse coração volúvel...
Nunca!
Amor indecente que oferece...e que ainda clama por decência!
Que troca....a minha indecência de dizer amar pela sua sinceridade...
Sinceridade de me amar...
Te julgaria infantil se fosse na inocência da criança de amar,
Mas não...
Não é!
É amor perigoso que você oferece...
A quem passar ainda...
Amor não amando...
Amor da boca pra fora...
Amor sem alma...
Amor Barato...
Amor Banal...
E que você ainda teima em dizer que é amor...
Você não sabe dizer “Eu te amo” de verdade!
Alguém já disse...

“Não vulgarize o verbo amar...”
Por favor!