quarta-feira, 6 de maio de 2009

Dissimulação Virtual!!!!



Porque todo baile de mascara só em bacana no carnaval, amiguinha!!!

E os personagens foram entrando na avenida!

DIRETORIA:

A fundadora da nossa escola inspira-se em sua crise existencial – a aceitação das coisas como ela realmente são na frente do espelho! Então porque não viver uma VIDA COMO ELA NÃO É? Sim, vamos montar pessoas perfeitas em cima das nossas imperfeições, essa é a arma do negócio. Eu linda + Você lindo = Casal nota 10!

Mentiras e dissimulações é o forte tema do samba enredo. As imagens são dignas de uma campanha de publicidade, realmente as imagens não são nada, a propaganda é a forte da escola, foto de salmão pra vender sardinha!!!!

Primeira alegoria:

Uma Top MODESS: modelo fotográfico, estilista, high socity, bem resolvida e pirata de grife, sim porque usar nome de celebridade pra grife sem pagar royalties é sim uma pirataria (deixa o dono do nome saber, deixa!!! Kkk). Mas toda cinderela a 00h vira gata de rua, não? E foi assim o triste destino da nossa TOP TOP, injustiçada pelo destino viu seus dias de beleza caírem por uma fatalidade hemolítica – OPS, PRA LEMBRAR...A DIRETORIA TEM COMO TEMA A MENTIRA – No meio da trama temos o Pierrot, presa fácil, um belo pobre rapaz, com um sucesso a caminho, digamos que tbém em TOP TOP (hehehe). Na trama a nossa TOP TOP envolve nosso Pierrot aos seus laços da paixão Made in China! A Inveja, mentira, promessas e armadilhas apimentam a alegoria. Ele em busca de um futuro juntos ao chegar no Brasil, ela só Jesus sabe o que queria fazer – Ele até que tentava quebrar as algemas da paixão, pois solidão era o que ele tinha em troca de tudo, mas sem pensar em nada e medo de perde-lo a TOP sempre tinha seus xiliques a La Hospital!

Segunda Alegoria:


Pseudo Bruna Surfistinha: Uma sufista de lagoa, perdida dentro de um mundo idiota acultural internético: KOMPLIKADO, HEIN?. Esta faz o personagem da melhor amiga da TOP TOP. Sempre que a vitima sofre de xiliques essa trata de atualizar o Pierrot com e-mails emocionais – E Pierrot se via mergulhado na canção: NÃO SE VÁÁÁÁÁÁ, NÃO NOS ABAMDONE POR FAVOR, POIS SEM VOCÊ VAMOS FICAR LOUCCCCASSSSSS......(UHUUUUUU!!!!)

Terceira Alegoria – Esse é participação especial!!!! Aparece quase não aparecendo, MAS APARECE!!!


O Motoboy descolado: Melhor amigo da TOP TOP e de Bruna, super apaixonado pela farsa, só para lembrar, provocando nosso Pierrot, mas esse nem de longe chega a ser um Arlequim, ta mais pra Motoboy da Avenida Paulista mesmo!!!!


CARRO ABRE ALAS:

A DIRETORIA - Este vem com a dona da escola no topo com o seu troféu de MISS SIMPATIA!!!! A mente por traz de tudo e “todos”, que manipula seus marionetes e sentimentos. Além dos personagens no Orkut ela criou vários blogs, Tem na carteira profissional Criadora de blogs, ao todo são 6 cada um pior que o outro, texto e mais texto copiados de outros blogs ou no Google, vemos que originalidade não é o seu forte!!!! E ainda sim estilista???? Troféu Made in China pra ela, com certeza!!!!! Seu blog original é quase um estimulo para cortar os pulsos, sendo tema maior a ausência do amado que a largou a mais de 2 anos...Um detalhe importante é brega pra kralho! Eita dona estilista desestilizada!!!! kkkkkk

E assim cantando e encantando ela, vai destruindo sonhos, relacionamentos e amizades entre as pessoas envolvidas na sua trama virtual.

Mas como nada é para sempre e mentira tem perna curta sim, realmente tem perna curta pq a TOP TOP parece que é baixinha!!!!!! (kkkkkkkkkkkkk) Ela foi descoberta e desmascarada. Suas vitimas preferem não citar nomes usando assim de inteligência e deixar ela se sujar sozinha em sua lama de mentiras e derrotas. Pena apenas isso. Ela é digna de muita pena e é isso que reservamos pra ela.

Atualmente ela esta de luto no perfil do Orkut será que a personagem que tem leucemia morreu? Será que a surfista se afogou? Será que o Motoboy caiu na marginal tiete??? Será? Será? Será?

Ah! E pra ela que pensava que o nosso Pierrot era praticamente um papel de macramê, ele nos surpreendeu, resolveu abandonar a fantasia e cair com os dois pés na realidade, ele até deixou você ganhar nesse carnaval, mas acho que depois dessa sua escola já vai cair pra segunda divisão, Pode saindo da Sapucaí moça munita!!!


GRAÇAS A DEUS QUE TODO CARNAVAL TEM UM FIM!!!!!

domingo, 26 de abril de 2009

quinta-feira, 16 de abril de 2009

AO ERRO

Nossa, há quanto tempo… Como vão as coisas no seu pequeno planeta? Aqui, no meu, andam imensamente estranhas – muito baobá para pouca flor, se é que você entende meus simbolismos.
Quem sempre fala de você é aquela ex-miss que vivia chorando por sua causa, lembra? Ela me contou da sua amizade com a Raposa.
Príncipe, como você é meu amigo de infância, não posso deixar de alertá-lo. Cuidado com a Raposa. Ela parece uma coisa, mas é outra. Faz-se de fofa e é uma cobra, uma chantagista.
Quando a conheci, ela disse que não podia conversar comigo, pois não sabia quem eu era. “A gente s conhece bem as coisas que cativou”, ela falou, toda insinuante.
Quis evitá-lo achando que era o correto a fazer, mas compreendi que estava enganada. Sou levada a você, qualquer direção que eu tome. Você é uma das poucas coisas que são certas na vida.
Todos dizem que é burrice minha insistir contigo, porque você não tem mais conserto. Que é feio, tosco, gritante, cabeludo, um grande equívoco de minha parte. Mas você é apenas humano. Quem sou eu para querer corrigi-lo?
Erro meu, confesso que preciso de você, mesmo reconhecendo que isso parece ser uma falha. Mas não é. Aceitá-lo como inevitável em meu destino, e fundamental em minha história, é sinal de que estou no caminho certo.
Sei que apontam para você sempre que surge comigo. Que chegam a rir quando você fala daquele seu jeito, grave e fatal. Mas sei também que, sem você, as coisas perdem um pouco de graça. Que tudo fica melhor depois que você passa.
Com você, eu aprendi as maiores lições da minha vida. Pude contar com sua presença nos meus momentos mais difíceis. Durante as questões mais complicadas, lá estava você, sempre, oferecendo-me uma escolha. Se não fosse você, juro, eu não me esforçaria tanto para acertar.
E como nos divertimos juntos, hein? Lembra? Daqueles nossos encontros de final de noite, eu sempre mais pra lá do que pra cá, e você sempre sedutor, pronto para me levar aonde não devia?
Jamais me esqueço daquela vez em que tropecei e caí em você, numa boate, e depois acabei indo até o conjugado em que você residia assistir a um filme romeno. Nem daquele domingo, de tarde, em que cometi a besteira de beber caipirinha na praia, acabando em seus braços, dançando pagode.
Soube que agora você é do governo, assessor direto do presidente, inclusive escrevendo seus melhores discursos. Largou a matemática? Ou cansou do ensino público? Vejo diversas fotos suas, nas revistas, sempre sorridente. Anda freqüentando os altos círculos pelo que tenho notado. Espero que jamais se esqueça da sua origem humilde.
Posso encontrar você – o que acha dessa idéia? Em Brasília mesmo, se for o caso de você andar muito ocupado. Pego um vôo bem cedo, chego a tempo para o almoço. Que tal uma comidinha mexicana? Tequila: é isso que essa ocasião pede.
Mas não banque o assanhadinho, não pretendo transar com você. Nem que tenha algum motel no caminho do aeroporto. Nem que a tequila me deixe tonta. Nem que meu vôo de volta seja só no final do dia – deve haver algo de divertido para fazer em Brasília durante a tarde, além de sexo escondido.
Bom, também se acontecer, aconteceu. Não vamos ficar depois nos culpando. Você não é meu nem eu sou sua – já dizia a princesa Leopoldina. Se não estou enganada.
Aguardo ansiosa a revisão do nosso encontro.
Beijos
FERNANDA YOUNG
(GOSTEI DESSE TEXTO!)

domingo, 22 de março de 2009

A FALSIDADE
A FALTA DE CARATER
A MENTIRA
A ARROGÂNCIA
A INVEJA
A GANÂNCIA


É A ARMA DO NEGÓCIO!!!!!

EU FICO INDIGNADO COMO PODE EXISTIR TANTA GENTE ALMA PODRE E QUE SE JULGA LIMPA!!!

SIMPLESMENTE NOJENTO!!!!

domingo, 15 de março de 2009

Todas as cartas de amor são ridículas....


Todas as cartas de amor são... ridículas?


Dizem que cartas de amor são ridículas...

Talvez seja porque as cartas de amor sempre são escritas com a burrice de uma paixão ou com a cegueira das lágrimas de uma desilusão!

Talvez seja porque a maioria é escrita pela burra sinceridade de um coração

Ou então porque são escritas com o ódio de muitas mentiras.

Também podem ser escritas com a credibilidade de muitos sentimentos

Ou por uma fidelidade ilusória e complicada...

Por que as cartas de amor são tão ridículas?

Onde está a veracidade das cartas de amor?

Cartas de amor com o peso de meias verdades...

Cartas de amor para um coração errado...

Cartas de amor que não trazem a paz que qualquer coração merece...

Cartas de amor banalizadas de "eu te amo"...

Simplesmente cartas de amor ridículas feitas desses tantos modos ou de qualquer jeito mesmo!


Já foi dito em algum lugar que "é difícil se proteger de quem a gente ama", isso seria uma boa frase combustível para as cartas que a gente não manda...

É difícil se proteger, mas ainda existem pessoas que tentam...que nascem com o dom da covardia e não se tornam patéticas amorosamente...

Estimando uma gaveta cheia de papel com palavras molhadas de amor e jurando serem sinceras!


Se você usa os verbos, substantivos e adjetivos burros do coração, você já está condenado a cartas ridículas implorando uma sinceridade patética (ou seria melhor pateta)!

A ridicularização das cartas de amor está em acreditar nas supostas verdades da resposta do destinatário...

Nem todo “eu te amo” tem o peso sincero de um coração...

Melhor dizendo...nem todo amor é sincero... não é só sentimentalismo que define a sinceridade que me alimenta... mas sim respeito...honestidade!

Eu não me protejo de quem eu amo, talvez por isso seja tão patético todas as palavras sentimentalóides do meu dicionário de amor, mas eu protejo quem eu amo...

Se não digo minhas verdades, são pra privar de escrever mais cartas patéticas como as minhas, mas acabo estimulando com poucas mentiras....

Foi pra te acostumar com algo que eu não posso te dar... além de simples palavras de amor... que fiz o que fiz...e faço o que faço... foi pra acostumar com a ausência das minhas "falsas" cartas de amor.

E pras cartas sem credibilidade peço que sejam deletadas...

Todas as minhas cartas ridículas que já mandei...

Pois se elas não trazem a garantia da burrice sincera do meu coração...elas nunca foram minhas cartas de amor!

Mas ainda bem que temos algum lugar para mandar uma carta ridícula ou não...

Sendo cartas para o Brasil, França, Inglaterra, Alemanha onde quer que chegue... espero que seja ao destino certo e merecido... Ainda bem que a gente ainda tem esperança...!
Leandro Furielli - 2006





BEM, IRIA POSTAR UM TEXTO NOVO HOJE, MAS PROCURANDO UMAS COISAS PELA NET ENCONTREI ESSE TEXTO MEU EM UM BLOG PERDIDO POR AÍ, NÃO ME LEMBRO EXATAMENTE A DATA, MAS ME LEMBRO DO ANO...ERA 2006! :)...FOI UM ANO BOM! :)
AGORA ESSE TEXTO ATÉ É RIDÍCULO, MAS QUANDO O ESCREVI O ÓDIO ERA TÃO GRANDE QUE ATÉ CHEGUEI A RASGA-LO E POR ISSO NÃO O TENHO MAIS...
SÓ PRA REGISTRAR E FICAR AQUI...É BOM LEMBRAR DE DOS ALTOS E BAIXOS...É B
OM... :)



"Todas as cartas de amor são ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras, ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente ridículas.)"
Fernando Pessoa

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

VOCÊ NÃO ME CONHECE!




“Identidade: é o conjunto de caracteres próprios e exclusivos com os quais se podem diferenciar pessoas, animais, plantas e objetos inanimados uns dos outros, quer diante do conjunto das diversidades, quer ante seus semelhantes.”

Identidade é algo que ninguém muda! Ela acompanha o indivíduo, seja lá onde ele for!

- Ela tem um modo de dançar que é só dela!
Identidade!
- Ele segura o garfo de uma forma que eu nunca vi igual!
Identidade!
- Ela tem umas caretas na hora de falar que só ela faz!
Única!
- Você é um bem individual e particular no mundo!
Sua identidade!
Características essas que ninguém tem igual!
Dele, dela, do vizinho, de quem seja... Sim, todo mundo é inédito!
- Recebi uma carta anônima, vixi, esse jeito de falar é inconfundível, só pode ser de fulado!
- Nossa, esse texto parece tanto com Tal Autor...
E por aí vai...
Identidade é uma coisa que poucos consegue entender que outras pessoas notam!
Sim, a gente nota e sabe como cada um exatamente é!
Exemplo:
Eu sei exatamente quando um texto é daquela pessoa ou não, quando ela escreve ou não, tem determinadas formar de se organizar as frase, o arranjo das palavras, o cuidado do vocabulário – batata – Esse texto é de fulano! Assim como você identifica quando é do fulano, você também identifica quando ele não é!
Identidade é uma coisa que ninguém consegue mudar, por mais que queira!
Tem gente que teima em querer fugir dela, esconder atrás de outras faces, outras maneiras e artimanhas, justificativas, mas quando você vê algo sempre te entrega!
Tá lá, a sua identidade!
- Isso não combinava com aquela pessoa!
Tem gente que nega tanto, mas tanto que não assume!
- Não, eu não sou assim!
- Não, eu não fiz isso!
- Eu jamais faria isso!
- Esse não sou eu!
E por dentro tá lá a sua identidade com ódio de ter sido identificada!
- Como ele sabe? Como ele pode?
Tem mente que pensa que identidade pode ser só um numero que você usa pra diferenciar na lista VIP da balada, ou numa inscrição de vestibular. E aquela bela impressão digital marcada por carbono? Que perfeito são todas listas únicas que só um consegue ter, de qualquer dedo que quiser. Sim, Identidade também é isso, mas é isso e além!
Ter um numero único,
Uma digital única,
Uma letra única,
Um jeito de andar,
Falar,
Escrever,
Reagir,
Tudo é uma identidade!
Tudo é seu!
Único!
Sendo assim, pra quem sabe interpretar....todo mundo é previsível!
Esse é o desafio!
Quem sabe interpretar a identidade tem uma arma!
Todo mundo se torna completamente previsível!
Mas no fundo, as vezes, a gente gosta de se deixar enganar, sem ninguém pensar que sabiamos!
Ou então deixamos de lado...
A gente se engana e deixa tudo de óbvio pra pensar depois de amanhã!
E depois de amanhã o que acontece?
- Esqueci!
Não prestamos muito atenção pra não querer saber o “ensaio de erros”, como tudo poderia ser, desde o começo!
Desde o começo a gente sabe quando alguém realmente é!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Cada um no seu quadrado!

E COMO JÁ DIZ UMA LETRA DO MOMENTO...SÓ EXISTEM HISTÓRIAS SE TIVER VERDADES!
Que mentiras sincera só serve pra poesia...
E pra quem mentiras muito interessa...que fique com elas, mas só pra sí!
Formando um paradoxo sentimental que nem pão e nem comida vai alimentar o amor dessa vida!
Dose de amor inventado não cura!
Dose de ciume forjado não atrai!
Dose de falsa vitima não convence!
Fatos, ainda comprovados, pra quem não sabe lidar com eles, sempre serão fatos!
E essa é a melhor parte, graças a Deus!
Cada um na sua....sendo ela história ou Estória...
O importante é saber que emocional também é saúde...
E amor adoece.
Machuca sim...
Pra quem não sabe amar, não inventa que sabe!
Ainda mais se também não tiver a humildade de querer aprender!
Cada um na sua!

domingo, 4 de janeiro de 2009

CORROMPIDO

Algumas pessoas falam
com segundas intenções,
outras falam com a convicção de que estão certas.
Mas um sábio não participa de uma disputa que tenha surgido.
Por conseguinte ele está livre
de qualquer obstrução.

Agora, como pode alguém
impelido pelo desejo,
guiado pelas suas inclinações,
entricheirado nas suas preferências,
abandonar as idéias às quais se apega?
Elaborando as suas próprias conclusões,
ele disputa de acordo com aquilo que conhece.

Alguém que se vanglorie,
sem ser perguntado,
das suas práticas,
virtudes,
dizem os mestres,
ser alguém ignóbil.

Mas um bhikkhu em paz,
totalmente livre,
que não se vangloria das suas virtudes,
declarando
- “assim é como sou”
- dizem os mestres,
ser alguém nobre.
Ele não tem arrogância
com relação ao mundo.

Aquele cujas idéias são fabricadas,
condicionadas,
altamente apreciadas,
mas que não são puras,
idéias nas quais ele percebe o ganho pessoal,
irá experimentar uma paz que é instável

É difícil superar idéias pré concebidas
que são formuladas ao julgar outras doutrinas.
Por isso, em vista dessas mesmas idéias,
Ao aceitar uma ele rejeita as outras.

Agora, aquele que é purificado
não tem idéias pré concebidas sobre o devir
ou não - em qualquer lugar.
Tendo abandonado a presunção
e a delusão, de que modo ele se estabeleceria?
Ele não se estabelece.

Aquele que tem apego
se mete em disputas.
Mas como – em conexão com que - pode alguem desapegado ser caracterizado?
Ele não tem nada
apegado ou rejeitado,
ele abandonou todas idéias
exatamente aqui - todas sem exceção.


Sutta Nipata IV.3 - Dutthatthaka Sutta

QUE 2009 CHEGUE COMO TENHA QUE CHEGAR, DEPENDENDO APENAS DE CADA UM, MAS QUE O SAMSARA SEJA ALGO OBRIGATÓRIO A SER EVITADO!

SABEDORIA P/ 2009 - PARA MIM E PARA VOCÊ!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

REMEMBER US...

Por que eu gosto de você?
Gosto de você porque eu gosto...
Não é porque você tem um jeito lindo que me encanta, e nem porque você gosta de mim também. Também não é porque você tem uma pinta linda...que eu sou louco pra beijar...perto da sua boca e muito menos porque a gente se entende precisando de tão pouco, ou então porque que você diz coisas belas ou porque você curte qualquer momento... E nem mesmo porque você é a melhor companhia que eu quero ter desde quando te conheci.
Eu sei exatamente quando comecei a gostar de você, mas não sei quando tudo ficou tão intenso assim.... Tudo começou quando comecei a gostar muito de mim e senti que você também pensava o mesmo que eu.
Eu não gasto tempo tentando entender porque a gente gosta assim... sem saber, sabe? Prefiro gastar meu tempo aproveitando você, pois são gastos que possuem um retorno maravilhoso....um lucro que compensa investir todo o meu tempo que esse mundo puder me dar.Meu lucro é ter você, teu carinho, respeito, sinceridade....e você também diz que gostar de mim no final do dia...
E eu gosto de você...
Eu sou repetitivo, mas acho que o amor é meio assim...já te disse mil vezes e sempre acho que não foi o suficiente, mas eu já te disse que gosto de você???
Assim...desse jeito que você é...
Desse jeito que você está....
Sem pôr e nem tirar nada.
Assim, desse jeito mesmo...
Gosto de você assim...
Gostando sem cobrar
Simplesmente assim
Você...
Desse jeito
Eu gosto e ponto final.
LEANDRO FURIELLI

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

RECORDAR É VIVER...KKKKK

Aos 5 anos...

- Hoje eu vi minha mãe cortar a mão e saiu sangue, um monte
- Mas como?
- na faca
- Ela chorou?
- Não
- Mas quando sai sangue num dói?
- Acho que com faca não!
- É?
- Ela não chorou e saiu um monte de sangue
- Vamos ver?
( O amigo dá uma facada, com uma faquinha de pão, no outro amiguinho no lado esquerdo da barriga)
- AI AI DOI DEMAIS
- Nossa, sangra muito também
- MAIS QUE O DEDO DA MINHA MÃE, AI AI TÁ DUENU

- MÃÃÃEEEEEEEEEEEEEEEEEE CORRE AQUIIIIIIIIIIIIIII


Aos 30 anos (os mesmos amigos)

- Meu, será que cair do quinto andar dói?
O amigo da facada
- PORRRRRAAAA, DEVE DOER PRA CARALHO, MAS MUITO MESMO!!!!!!!!
-KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
(DESCULPE, MAS TINHA QUE RELATAR ISSO AQUI, PORQUE ATÉ AGORA QUANDO EU LEMBRO DO PAPO DE SABADO EU CHORO DE RIR SOZINHO!!!!!!! KKKKKKKKKK)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

RODO COTIDIANO





“Quero fazer muito sexo” Com esse anúncio, publicado num jornal, uma sexagenária atraiu 63 interessados – e realizou o desejo com quatro dele.
A professora aposentada Jane Juska tinha 66 anos e um jejum sexual que durava três décadas quando decidiu publicar um anúncio incomum num jornal de literatura de Nova York: “Antes de completar 67 anos – no próximo mês de março –, eu gostaria de fazer muito sexo com um homem de quem eu goste”. Jane, então divorciada e já com um filho adulto, imaginou que no máximo dois ou três homens dariam retorno. Mas sua caixa postal recebeu 63 respostas. Ela escolheu alguns dos candidatos e marcou encontros para conhecê-los pessoalmente. Fez sexo com quatro deles (um de cada vez). O ato de coragem só não foi maior que, anos depois, contar suas aventuras no livro Uma Mulher de Vida Airada – Memórias de Amor e Sexo depois dos 60 (Editora Rocco), que chega ao Brasil nesta semana.
fonte: Inblogs

APRENDENDO A VIVER MAIS.....

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

PERDÃO...NÃO?

Eu enxergo o que você sente.
Mas você responde com a boca:
NÃO!
Sua boca diz que não.
Mas quando não diz nada.
Me beija:
SIM!
Depois do beijo olho de novo.
Em seus olhos.
E vejo:
SIM...
Seus olhos dizem sim...
Você retira a mão do meu rosto
E pede perdão:
NÃO!
Me beija de novo
Como quem suplica
Um silencio que diz sim
Te abraço então
Agora é teu corpo
Quem diz:
NÃO!
Teu corpo diz que não...
Você pede que eu volte
E nessas idas e vindas o amor enfraquece
Você pede que eu volte
E nessas idas e vindas o amor enfraquece
Até o fim
Enfraquece até o fim...
Eu enxergo o que vc sente...
Martha Medeiros

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Todos Armados!


A boca que você sente o melhor doce é da onde se prova o pior veneno!
A boca que fala mil palavras de amores é de onde se garante o coração mais vazio!
A boca que encontra ou deseja mil outras bocas e da onde não se prova e espera prazer algum!

Ninguém escreve o que sente sem falar...
Mas nem sempre o que se fala sente…
E muito menos o que se escreve sente!
A boca é a maior farsa que já existiu,
Seduz pra te enganar!
Leviana só de pensar...
Perde-se amigos
Perde-se amores
Perde-se amigos amores
Perde-se amores amigos
Com frases ditas, muitas vezes, sem pensar!
Quem muitas quer, não fica sem...
Não!
Mas corre o risco de morrer no próprio veneno...
A boca é a pior e melhor arma dos sentidos.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A Dor

Nossos Pais descobrem que um ser está para nascer e trazer as suas vidas um brilho de luz.
A cada sorriso,
palavra,
olhar ou suspiro,
uma cachoeira de lágrimas parece inundar seus olhos de alegria e paz.
Nos tornamos adolescentes e a busca pela independência é cada vez mais clara.
A nossa vontade de conquistar espaço nos distância de quem sempre nos amará, esquecemos a família.
Esquecemos de dizer o quanto os amamos.
Mas um dia nossos entes queridos se vão.
Quando menos esperamos e sem nenhum aviso, Deus tira de nós o que mais amamos.
Em nosso peito apenas a dor de um punhal que a cada "meus pêsames" parece pesar.
Nossos pensamentos divulgam para cada gota de sangue em nosso corpo a culpa de nunca ter dito:
"te amo"
"preciso de você"
"estou sempre aqui"
"me preocupo"
e como se não bastasse vem à frase mais forte "a culpa foi minha".
Nossos sonhos caem por terra, nossa independência parece perder a importância.
E a resposta para essa dor?
O tempo e uma certeza: Quando amamos transmitimos em pequenos atos e gestos, e as palavras não importam mais;
quando precisamos de alguém, sentimos sua presença, e as palavras não têm mais sentido; quando nos sentimos sós e abandonados, surge uma palavra ou um gesto e descobrimos que nunca estaremos sós.
E a culpa?
A culpa é da vida que tem inicio, meio e fim.
A nossa culpa está apenas em amar tanto e sentir tanto perder alguém.
Mas o tempo é remédio e nele conquistamos o consolo, com ele pensamos nos bons momentos.
E com um pouco mais de tempo, transformamos nossos entes queridos em eternos companheiros.
Nossos sonhos ganham aliados, nossa independência ganha acompanhantes, nossa vida conquista anjos.
E no fim apenas a saudade e uma certeza:
Não importa onde estejam, estarão sempre conosco.
Adriana de O. Pereira

domingo, 9 de novembro de 2008

PARA NÓS...

Aqui estou na difícil missão de levar a você
Uma mensagem que possa ser
Como uma luz ou um mantra,
Nós não somos mais crianças
Um dia acontece, a gente tem que crescer
Temos que encarar a responsa
Eu não deixei de achar graça nas coisas
Simplesmente hoje eu quero ser levado a sério
As coisas mudam sempre
Mas a vida não é só como eu espero
Existe um dom natural que todos temos
Nossas escolhas vão dizer pra onde iremos
Mas se for pra falar de algo bom
Eu sempre vou lembrar de você
Difícil não lembrar do que nunca se esqueceu
Fácil perceber que o seu amor é meu
Difícil não lembrar do que nunca se esqueceu
Fácil perceber que o meu amor é seu
Eu quero estar amanhã
Ao seu lado quando você acordar
Eu quero estar amanhã
Sossegado e continuar a te amar
Eu quero um sonho realizado,
Uma criança com seu olhar
Eu quero estar sempre ao seu lado,
Você me traz paz
Aqui estou na difícil missão de levar a você
Uma mensagem que possa ser
Como uma luz ou um mantra,
Nós não somos mais crianças
Um dia acontece, a gente tem que crescer
Temos que encarar a responsa
Eu não deixei de achar graça nas coisas
Simplesmente hoje eu quero ser levado a sério
As coisas mudam sempre
Mas a vida não é só como eu espero
Eu quero estar amanhã
Ao seu lado quando você acordar
Eu quero estar amanhã
Sossegado e continuar a te amar
Eu quero um sonho realizado,
Uma criança com seu olhar
Eu quero estar sempre ao seu lado,
Você me traz paz
Armadilhas do tempo são como o vento,
Levando as folhas para lugares distantes,
O meu pensamento é o mesmo que o seu,
Mas hoje o meu coração bate mais forte que antes
Certa vez na história,
Eu vim de muito longe só pra ver você,
Fui pra muito longe pra encontrar você,
Eu te entreguei minha alma."
CHORÃO

E É TUDO VERDADE...DE MIM PRA VOCÊ...COMO A LETRA DESSA E DE QUALQUER OUTRA MUSICA! :)

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

FAZENDO BOM USO DESTE ESPAÇO!

Às vezes eu penso, por que pessoas fazem um blog ou escreve em artigos de jornais?
Pra falar de você?
Pra falar de mim?
Pra falar do mundo?
Pra criticar?
Pra brigar?
Pra brincar?
Como pessoas usam o recurso e poder de escrever?
Sendo que muitos blogs e colunas sociais são lidos por muitas pessoas... ou as vezes não...sem passar idéia alguma!
Popular ou não, essas palavras públicas podem ter função vital e missão especial...
Passar boas mensagens!

Até achei que as coisas que escrevo se resumem muito a certa futilidade minha, sabe? Poderia ser bem mais útil do que qualquer outra coisa esse espaço...

Bem, nada a é tarde e tudo ainda se tem tempo.
E hoje decidi gastar o meu tempo e meu espaço diferente de todos os outros!

Recebi um e-mail muito interessante na ultima terça feira e de um amigo muito especial!
No e-mail ele pedia ajuda a todos os amigos para que doassem sangue e medula óssea a uma amiga, que no momento encontrasse em uma situação delicada.
O que me surpreendeu é que o e-mail foi para amigos do Brasil inteiro e ele não pedia só por ela, mas por todos, em todos os estados, que possivelmente possam estar no mesmo caso clinico: Leucemia!

A gente só para pra pensar numa situação como essa quando, infelizmente, ela se está próxima da gente, né?
Eu trabalho dentro de um hospital, mas nunca doei medula óssea!
Por quê?
Porquê nunca pensei nisso, nunca tive um caso próximo a mim que me levasse a pensar!!!
Ignorância essa, não?

E o que são 10ml de sangue e 5 minutos da sua vida, apenas uma vez para se cadastrar em um banco de medula óssea ou até mesmo ser solidário a um amigo em um teste de compatibilidade....
o que são, hein?
Pois é, para nós quase nada, mas para alguém compatível a você é a oportunidade de continuar vivendo e sorrindo por mais tempo!

A compatibilidade está em casos de 1 pacienta a cada 1 milhão, a grosso modo!
Toda pessoa tem alguém compatível, se esse 1 milhão doassem medula óssea, seriam 1 milhão de curas....
Quantos números, não?
Talvez, hoje, a alta do dólar te assuste mais em numero, não?
E os 5 minutos?
E os 10ml?
E o 1 milhão de vidas?

Como poderíamos nos preocupar também?

:)

SEJA DOARDO DE MEDULA ÓSSEA, COM UM PEQUENO ATO VOCÊ PODE SALVAR MUITAS VIDAS!!!!!

PROCURE O HOSPITAL MAIS PRÓXIMO DE VOCÊ!



RIO DE JANEIRO

INCA

HEMORIO - Fundação Pró-Instituto de Hematologia do RJ

HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto



SÃO PAULO

Centro Inf. Investigações Hematológicas Dr. Domingos A. Boldrini - CAMPINAS

FAEPA Hospital de Clínicas Faculdades - RIBERÃO PRETO

Hospital de Clínicas da UNICAMP/ Hospital Universitário MEC/MPAS

Hospital Israelita Albert Einstein

Fundação Antônio Prudente

Hospital AC Camargo Hospital

PIO XII de São José dos Campos

Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo


MINAS GERAIS

Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais(UFMG)

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sábado, 25 de outubro de 2008

Sem dizer tchau...



Naquela manhã, quando se levantou, sentiu que algo estava diferente naquele ar...
Colocou os pés no chão, sentiu o gêlo do inverno e teve a certeza de ainda estar vivo. Teve a coragem de conferir o lado esquerdo da cama e infelizmente estava ocupado, ocupado pela ausência que ela tinha deixado naquele lençol e marcado no travesseiro.
Coçou a cabeça,
Suspirou...
E criou coragem para um banho de ânimo!
Banho rápido, café rápido e lá estava ele, com toda sua tristeza no transito!
Algo estava diferente naquele dia, todos nós podiamos ver, por mais que ele escondesse atrás do riso amarelo, nós podiamos ver...
Cumpriu suas obrigações, arrumou as gavetas, fez o supermercado, foi a academia e voltou...
Ele sempre sabia fazer tudo, sempre sabia de tudo, se responsabilizava por tudo. A única coisa que ele não sabia é que um dia a sua felicidade deixaria a sua casa pela porta da frente...
E foi assim que ela foi embora...
Entrou, abriu os armários, pegou suas roupas, seus perfumes, seus batons, o coração daquele rapaz e sumiu...

Foi até incrível, depois de tanta ousadia e de desafiar os astros, opiniões, enfrentar penhascos e furacões, de ter se ofercido em carne-viva... de repente, em um instante, não só o carnaval mas toda felicidade daquele amor de antes se teve um fim!
A Felicidade nunca mais foi vista morando naqueles olhos!


http://www.youtube.com/watch?v=uK6xafLmyZk&feature=related

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Sem Vez



Era uma vez um casal que não tinha vez...

Assim começou a história daquele rapaz com aquela moça, um belo rapaz com alma de menino e uma genioza menina com alma de mulher. Um rapaz-menino que não sabia que sabia amar e uma menina-mulher que queria ser amada.
Se encontraram com a ajuda do amigo acaso em uma noite de algum mês, a luz em uma das faces da lua, supostamente em alguma das nossas 4 estações.... com frio ou calor.
Poderia ter sido amor a primeira vista se tivessem se visto, mas não, foi amor sem se ver mesmo e olha que até poderia ter sido um amor que se sairia bem, enquanto houvesse amor!
Para eles esse seria o amor escolhido, escolhido para ser o maior amor do mundo, lindo e sincero como eles nunca haviam visto ou se permitido sentir. E foi...enquanto pensaram o que poderia ser, foi!
Mal sabiam eles que um era o dono do outro!
Aquele Rapaz guardava tanto esse amor, preservava tanto essa relação que passava a ser um avarento de amor, não dividia nada desse amor e do que sentia com ninguém, sendo assim esquecia até de dividir com Aquela Moça. Já Aquela Moça não excitava em esconder o que sentia e queria sentir tanto que multiplicava sentimentos dividindo com Aquele Rapaz e até com outros que se interessassem em sentir, não estou dizendo que Aquela Moça nunca tenha sido fiel Àquele Rapaz, sempre foi, o amor dela para ele era intocável, condicional e ao mesmo tempo incondicional e completamente diferente das sobras que ficavam para os outros. Para ela era o seu amor de verdade, amor de alma, o amor que nasceu pra vida dela, o único problema era que ela não sabia mostrar a ele a diferença, a diferença de entre os outros, entre tantos outros ele ser o “amor maior”, entre tantos outros ele ser O Rapaz, sim com letra maiúscula e destacável em todas as histórias daquela Moça, ele era responsável por qualquer forma de amar que ela pudesse manisfestar e sentir.
Ah se ele soubesse que o maior sonho dela era ser completamente dele!
Ah se ela soubesse que o maior desejo dele era estar eternamente com ela!
Pobre Aquela Moça que não soube mostrar e pobre Aquele Rapaz que não soube sentir.
Dois cegos!
Assim era para ser esse casal que não foi, mas não foi não porque Aquele Rapaz e Aquela Moça não quiseram ser, eles quiseram, quiseram até demais, além do que suportariam ser se fossem, quiseram-se tanto, mas tanto, que não foram...nem uma única vez!

domingo, 12 de outubro de 2008

PERTENCER (TRECHO)



Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou. Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém.
Nasci de graça.
Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus. Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso.
Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos.
Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer.
Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida. No entanto fui preparada para ser dada à luz de um modo tão bonito. Minha mãe já estava doente, e, por uma superstição bastante espalhada, acreditava-se que ter um filho curava uma mulher de uma doença. Então fui deliberadamente criada: com amor e esperança. Só que não curei minha mãe. E sinto até hoje essa carga de culpa: fizeram-me para uma missão determinada e eu falhei. Como se contassem comigo nas trincheiras de uma guerra e eu tivesse desertado. Sei que meus pais me perdoaram por eu ter nascido em vão e tê-los traído na grande esperança. Mas eu, eu não me perdôo. Quereria que simplesmente se tivesse feito um milagre: eu nascer e curar minha mãe. Então, sim: eu teria pertencido a meu pai e a minha mãe. Eu nem podia confiar a alguém essa espécie de solidão de não pertencer porque, como desertor, eu tinha o segredo da fuga que por vergonha não podia ser conhecido.
A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho.
CLARICE LISPECTOR

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

P.S. I LOVE YOU




“Se você não me queria, não devia me procurar, não devia me iludir, nem deixar eu me apaixonar...”

Palavras Roubadas...
Desejos Forjados...
Amor Inventado...
Declarações Invertidas...
Coração, na verdade, Vázio...
Volúvel...
Ama ser amada com a incandecência e indecência de um vulcão,
Diz que sabe de amor,
Mas de amor não sabe nada...
Seduz...
Devora...
Derruba...
Levanta...
Derruba outra vez...
E de amor ainda não sabe nada...
Mas nunca vai ser tarde para esse coração volúvel...
Nunca!
Amor indecente que oferece...e que ainda clama por decência!
Que troca....a minha indecência de dizer amar pela sua sinceridade...
Sinceridade de me amar...
Te julgaria infantil se fosse na inocência da criança de amar,
Mas não...
Não é!
É amor perigoso que você oferece...
A quem passar ainda...
Amor não amando...
Amor da boca pra fora...
Amor sem alma...
Amor Barato...
Amor Banal...
E que você ainda teima em dizer que é amor...
Você não sabe dizer “Eu te amo” de verdade!
Alguém já disse...

“Não vulgarize o verbo amar...”
Por favor!