quarta-feira, 26 de novembro de 2008

PERDÃO...NÃO?

Eu enxergo o que você sente.
Mas você responde com a boca:
NÃO!
Sua boca diz que não.
Mas quando não diz nada.
Me beija:
SIM!
Depois do beijo olho de novo.
Em seus olhos.
E vejo:
SIM...
Seus olhos dizem sim...
Você retira a mão do meu rosto
E pede perdão:
NÃO!
Me beija de novo
Como quem suplica
Um silencio que diz sim
Te abraço então
Agora é teu corpo
Quem diz:
NÃO!
Teu corpo diz que não...
Você pede que eu volte
E nessas idas e vindas o amor enfraquece
Você pede que eu volte
E nessas idas e vindas o amor enfraquece
Até o fim
Enfraquece até o fim...
Eu enxergo o que vc sente...
Martha Medeiros

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Todos Armados!


A boca que você sente o melhor doce é da onde se prova o pior veneno!
A boca que fala mil palavras de amores é de onde se garante o coração mais vazio!
A boca que encontra ou deseja mil outras bocas e da onde não se prova e espera prazer algum!

Ninguém escreve o que sente sem falar...
Mas nem sempre o que se fala sente…
E muito menos o que se escreve sente!
A boca é a maior farsa que já existiu,
Seduz pra te enganar!
Leviana só de pensar...
Perde-se amigos
Perde-se amores
Perde-se amigos amores
Perde-se amores amigos
Com frases ditas, muitas vezes, sem pensar!
Quem muitas quer, não fica sem...
Não!
Mas corre o risco de morrer no próprio veneno...
A boca é a pior e melhor arma dos sentidos.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A Dor

Nossos Pais descobrem que um ser está para nascer e trazer as suas vidas um brilho de luz.
A cada sorriso,
palavra,
olhar ou suspiro,
uma cachoeira de lágrimas parece inundar seus olhos de alegria e paz.
Nos tornamos adolescentes e a busca pela independência é cada vez mais clara.
A nossa vontade de conquistar espaço nos distância de quem sempre nos amará, esquecemos a família.
Esquecemos de dizer o quanto os amamos.
Mas um dia nossos entes queridos se vão.
Quando menos esperamos e sem nenhum aviso, Deus tira de nós o que mais amamos.
Em nosso peito apenas a dor de um punhal que a cada "meus pêsames" parece pesar.
Nossos pensamentos divulgam para cada gota de sangue em nosso corpo a culpa de nunca ter dito:
"te amo"
"preciso de você"
"estou sempre aqui"
"me preocupo"
e como se não bastasse vem à frase mais forte "a culpa foi minha".
Nossos sonhos caem por terra, nossa independência parece perder a importância.
E a resposta para essa dor?
O tempo e uma certeza: Quando amamos transmitimos em pequenos atos e gestos, e as palavras não importam mais;
quando precisamos de alguém, sentimos sua presença, e as palavras não têm mais sentido; quando nos sentimos sós e abandonados, surge uma palavra ou um gesto e descobrimos que nunca estaremos sós.
E a culpa?
A culpa é da vida que tem inicio, meio e fim.
A nossa culpa está apenas em amar tanto e sentir tanto perder alguém.
Mas o tempo é remédio e nele conquistamos o consolo, com ele pensamos nos bons momentos.
E com um pouco mais de tempo, transformamos nossos entes queridos em eternos companheiros.
Nossos sonhos ganham aliados, nossa independência ganha acompanhantes, nossa vida conquista anjos.
E no fim apenas a saudade e uma certeza:
Não importa onde estejam, estarão sempre conosco.
Adriana de O. Pereira

domingo, 9 de novembro de 2008

PARA NÓS...

Aqui estou na difícil missão de levar a você
Uma mensagem que possa ser
Como uma luz ou um mantra,
Nós não somos mais crianças
Um dia acontece, a gente tem que crescer
Temos que encarar a responsa
Eu não deixei de achar graça nas coisas
Simplesmente hoje eu quero ser levado a sério
As coisas mudam sempre
Mas a vida não é só como eu espero
Existe um dom natural que todos temos
Nossas escolhas vão dizer pra onde iremos
Mas se for pra falar de algo bom
Eu sempre vou lembrar de você
Difícil não lembrar do que nunca se esqueceu
Fácil perceber que o seu amor é meu
Difícil não lembrar do que nunca se esqueceu
Fácil perceber que o meu amor é seu
Eu quero estar amanhã
Ao seu lado quando você acordar
Eu quero estar amanhã
Sossegado e continuar a te amar
Eu quero um sonho realizado,
Uma criança com seu olhar
Eu quero estar sempre ao seu lado,
Você me traz paz
Aqui estou na difícil missão de levar a você
Uma mensagem que possa ser
Como uma luz ou um mantra,
Nós não somos mais crianças
Um dia acontece, a gente tem que crescer
Temos que encarar a responsa
Eu não deixei de achar graça nas coisas
Simplesmente hoje eu quero ser levado a sério
As coisas mudam sempre
Mas a vida não é só como eu espero
Eu quero estar amanhã
Ao seu lado quando você acordar
Eu quero estar amanhã
Sossegado e continuar a te amar
Eu quero um sonho realizado,
Uma criança com seu olhar
Eu quero estar sempre ao seu lado,
Você me traz paz
Armadilhas do tempo são como o vento,
Levando as folhas para lugares distantes,
O meu pensamento é o mesmo que o seu,
Mas hoje o meu coração bate mais forte que antes
Certa vez na história,
Eu vim de muito longe só pra ver você,
Fui pra muito longe pra encontrar você,
Eu te entreguei minha alma."
CHORÃO

E É TUDO VERDADE...DE MIM PRA VOCÊ...COMO A LETRA DESSA E DE QUALQUER OUTRA MUSICA! :)

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

FAZENDO BOM USO DESTE ESPAÇO!

Às vezes eu penso, por que pessoas fazem um blog ou escreve em artigos de jornais?
Pra falar de você?
Pra falar de mim?
Pra falar do mundo?
Pra criticar?
Pra brigar?
Pra brincar?
Como pessoas usam o recurso e poder de escrever?
Sendo que muitos blogs e colunas sociais são lidos por muitas pessoas... ou as vezes não...sem passar idéia alguma!
Popular ou não, essas palavras públicas podem ter função vital e missão especial...
Passar boas mensagens!

Até achei que as coisas que escrevo se resumem muito a certa futilidade minha, sabe? Poderia ser bem mais útil do que qualquer outra coisa esse espaço...

Bem, nada a é tarde e tudo ainda se tem tempo.
E hoje decidi gastar o meu tempo e meu espaço diferente de todos os outros!

Recebi um e-mail muito interessante na ultima terça feira e de um amigo muito especial!
No e-mail ele pedia ajuda a todos os amigos para que doassem sangue e medula óssea a uma amiga, que no momento encontrasse em uma situação delicada.
O que me surpreendeu é que o e-mail foi para amigos do Brasil inteiro e ele não pedia só por ela, mas por todos, em todos os estados, que possivelmente possam estar no mesmo caso clinico: Leucemia!

A gente só para pra pensar numa situação como essa quando, infelizmente, ela se está próxima da gente, né?
Eu trabalho dentro de um hospital, mas nunca doei medula óssea!
Por quê?
Porquê nunca pensei nisso, nunca tive um caso próximo a mim que me levasse a pensar!!!
Ignorância essa, não?

E o que são 10ml de sangue e 5 minutos da sua vida, apenas uma vez para se cadastrar em um banco de medula óssea ou até mesmo ser solidário a um amigo em um teste de compatibilidade....
o que são, hein?
Pois é, para nós quase nada, mas para alguém compatível a você é a oportunidade de continuar vivendo e sorrindo por mais tempo!

A compatibilidade está em casos de 1 pacienta a cada 1 milhão, a grosso modo!
Toda pessoa tem alguém compatível, se esse 1 milhão doassem medula óssea, seriam 1 milhão de curas....
Quantos números, não?
Talvez, hoje, a alta do dólar te assuste mais em numero, não?
E os 5 minutos?
E os 10ml?
E o 1 milhão de vidas?

Como poderíamos nos preocupar também?

:)

SEJA DOARDO DE MEDULA ÓSSEA, COM UM PEQUENO ATO VOCÊ PODE SALVAR MUITAS VIDAS!!!!!

PROCURE O HOSPITAL MAIS PRÓXIMO DE VOCÊ!



RIO DE JANEIRO

INCA

HEMORIO - Fundação Pró-Instituto de Hematologia do RJ

HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto



SÃO PAULO

Centro Inf. Investigações Hematológicas Dr. Domingos A. Boldrini - CAMPINAS

FAEPA Hospital de Clínicas Faculdades - RIBERÃO PRETO

Hospital de Clínicas da UNICAMP/ Hospital Universitário MEC/MPAS

Hospital Israelita Albert Einstein

Fundação Antônio Prudente

Hospital AC Camargo Hospital

PIO XII de São José dos Campos

Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo


MINAS GERAIS

Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais(UFMG)

Hematológica - Clínica de Hematologia - BELO HORIZONTE

Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora-UFJF

BAHIA

Unidade de Transplante de Medula Óssea da Real

CTMO-Centro de Transp. de Medula Óssea da Bahia

PERNAMBUCO

Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco Fundação

HEMOPE

PARANA

Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná

Hospital Erasto Gaertner

GOIÁS

Associação de Combate ao Câncer de Goiás - GOIANIA

Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Goiás

DISTRITO FEDERAL

Hospital Santa Lúcia - Brasilia

RIO GRANDE DO SUL

Hospital das Clínicas Porto Alegre/Hospital Universitário

Hospital Universitário de Santa Maria/Hospital Universitário/MEC/MPAS

Irmandade da Santa Casa de Porto Alegre - POA

SANTA CATARINA

Fundação de Apoio HEMOSC-CEPONRIO

GRANDE DO NORTE

Natal Hospital Center S/C Ltda

sábado, 25 de outubro de 2008

Sem dizer tchau...



Naquela manhã, quando se levantou, sentiu que algo estava diferente naquele ar...
Colocou os pés no chão, sentiu o gêlo do inverno e teve a certeza de ainda estar vivo. Teve a coragem de conferir o lado esquerdo da cama e infelizmente estava ocupado, ocupado pela ausência que ela tinha deixado naquele lençol e marcado no travesseiro.
Coçou a cabeça,
Suspirou...
E criou coragem para um banho de ânimo!
Banho rápido, café rápido e lá estava ele, com toda sua tristeza no transito!
Algo estava diferente naquele dia, todos nós podiamos ver, por mais que ele escondesse atrás do riso amarelo, nós podiamos ver...
Cumpriu suas obrigações, arrumou as gavetas, fez o supermercado, foi a academia e voltou...
Ele sempre sabia fazer tudo, sempre sabia de tudo, se responsabilizava por tudo. A única coisa que ele não sabia é que um dia a sua felicidade deixaria a sua casa pela porta da frente...
E foi assim que ela foi embora...
Entrou, abriu os armários, pegou suas roupas, seus perfumes, seus batons, o coração daquele rapaz e sumiu...

Foi até incrível, depois de tanta ousadia e de desafiar os astros, opiniões, enfrentar penhascos e furacões, de ter se ofercido em carne-viva... de repente, em um instante, não só o carnaval mas toda felicidade daquele amor de antes se teve um fim!
A Felicidade nunca mais foi vista morando naqueles olhos!


http://www.youtube.com/watch?v=uK6xafLmyZk&feature=related

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Sem Vez



Era uma vez um casal que não tinha vez...

Assim começou a história daquele rapaz com aquela moça, um belo rapaz com alma de menino e uma genioza menina com alma de mulher. Um rapaz-menino que não sabia que sabia amar e uma menina-mulher que queria ser amada.
Se encontraram com a ajuda do amigo acaso em uma noite de algum mês, a luz em uma das faces da lua, supostamente em alguma das nossas 4 estações.... com frio ou calor.
Poderia ter sido amor a primeira vista se tivessem se visto, mas não, foi amor sem se ver mesmo e olha que até poderia ter sido um amor que se sairia bem, enquanto houvesse amor!
Para eles esse seria o amor escolhido, escolhido para ser o maior amor do mundo, lindo e sincero como eles nunca haviam visto ou se permitido sentir. E foi...enquanto pensaram o que poderia ser, foi!
Mal sabiam eles que um era o dono do outro!
Aquele Rapaz guardava tanto esse amor, preservava tanto essa relação que passava a ser um avarento de amor, não dividia nada desse amor e do que sentia com ninguém, sendo assim esquecia até de dividir com Aquela Moça. Já Aquela Moça não excitava em esconder o que sentia e queria sentir tanto que multiplicava sentimentos dividindo com Aquele Rapaz e até com outros que se interessassem em sentir, não estou dizendo que Aquela Moça nunca tenha sido fiel Àquele Rapaz, sempre foi, o amor dela para ele era intocável, condicional e ao mesmo tempo incondicional e completamente diferente das sobras que ficavam para os outros. Para ela era o seu amor de verdade, amor de alma, o amor que nasceu pra vida dela, o único problema era que ela não sabia mostrar a ele a diferença, a diferença de entre os outros, entre tantos outros ele ser o “amor maior”, entre tantos outros ele ser O Rapaz, sim com letra maiúscula e destacável em todas as histórias daquela Moça, ele era responsável por qualquer forma de amar que ela pudesse manisfestar e sentir.
Ah se ele soubesse que o maior sonho dela era ser completamente dele!
Ah se ela soubesse que o maior desejo dele era estar eternamente com ela!
Pobre Aquela Moça que não soube mostrar e pobre Aquele Rapaz que não soube sentir.
Dois cegos!
Assim era para ser esse casal que não foi, mas não foi não porque Aquele Rapaz e Aquela Moça não quiseram ser, eles quiseram, quiseram até demais, além do que suportariam ser se fossem, quiseram-se tanto, mas tanto, que não foram...nem uma única vez!

domingo, 12 de outubro de 2008

PERTENCER (TRECHO)



Um amigo meu, médico, assegurou-me que desde o berço a criança sente o ambiente, a criança quer: nela o ser humano, no berço mesmo, já começou. Tenho certeza de que no berço a minha primeira vontade foi a de pertencer. Por motivos que aqui não importam, eu de algum modo devia estar sentindo que não pertencia a nada e a ninguém.
Nasci de graça.
Se no berço experimentei esta fome humana, ela continua a me acompanhar pela vida afora, como se fosse um destino. A ponto de meu coração se contrair de inveja e desejo quando vejo uma freira: ela pertence a Deus. Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém, é que me tornei bastante arisca: tenho medo de revelar de quanto preciso e de como sou pobre. Sou, sim. Muito pobre. Só tenho um corpo e uma alma. E preciso de mais do que isso.
Com o tempo, sobretudo os últimos anos, perdi o jeito de ser gente. Não sei mais como se é. E uma espécie toda nova de "solidão de não pertencer" começou a me invadir como heras num muro. Se meu desejo mais antigo é o de pertencer, por que então nunca fiz parte de clubes ou de associações? Porque não é isso que eu chamo de pertencer. O que eu queria, e não posso, é por exemplo que tudo o que me viesse de bom de dentro de mim eu pudesse dar àquilo que eu pertenço. Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado em papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos.
Pertencer não vem apenas de ser fraca e precisar unir-se a algo ou a alguém mais forte. Muitas vezes a vontade intensa de pertencer vem em mim de minha própria força - eu quero pertencer para que minha força não seja inútil e fortifique uma pessoa ou uma coisa. Quase consigo me visualizar no berço, quase consigo reproduzir em mim a vaga e no entanto premente sensação de precisar pertencer.
Por motivos que nem minha mãe nem meu pai podiam controlar, eu nasci e fiquei apenas: nascida. No entanto fui preparada para ser dada à luz de um modo tão bonito. Minha mãe já estava doente, e, por uma superstição bastante espalhada, acreditava-se que ter um filho curava uma mulher de uma doença. Então fui deliberadamente criada: com amor e esperança. Só que não curei minha mãe. E sinto até hoje essa carga de culpa: fizeram-me para uma missão determinada e eu falhei. Como se contassem comigo nas trincheiras de uma guerra e eu tivesse desertado. Sei que meus pais me perdoaram por eu ter nascido em vão e tê-los traído na grande esperança. Mas eu, eu não me perdôo. Quereria que simplesmente se tivesse feito um milagre: eu nascer e curar minha mãe. Então, sim: eu teria pertencido a meu pai e a minha mãe. Eu nem podia confiar a alguém essa espécie de solidão de não pertencer porque, como desertor, eu tinha o segredo da fuga que por vergonha não podia ser conhecido.
A vida me fez de vez em quando pertencer, como se fosse para me dar a medida do que eu perco não pertencendo. E então eu soube: pertencer é viver. Experimentei-o com a sede de quem está no deserto e bebe sôfrego os últimos goles de água de um cantil. E depois a sede volta e é no deserto mesmo que caminho.
CLARICE LISPECTOR

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

P.S. I LOVE YOU




“Se você não me queria, não devia me procurar, não devia me iludir, nem deixar eu me apaixonar...”

Palavras Roubadas...
Desejos Forjados...
Amor Inventado...
Declarações Invertidas...
Coração, na verdade, Vázio...
Volúvel...
Ama ser amada com a incandecência e indecência de um vulcão,
Diz que sabe de amor,
Mas de amor não sabe nada...
Seduz...
Devora...
Derruba...
Levanta...
Derruba outra vez...
E de amor ainda não sabe nada...
Mas nunca vai ser tarde para esse coração volúvel...
Nunca!
Amor indecente que oferece...e que ainda clama por decência!
Que troca....a minha indecência de dizer amar pela sua sinceridade...
Sinceridade de me amar...
Te julgaria infantil se fosse na inocência da criança de amar,
Mas não...
Não é!
É amor perigoso que você oferece...
A quem passar ainda...
Amor não amando...
Amor da boca pra fora...
Amor sem alma...
Amor Barato...
Amor Banal...
E que você ainda teima em dizer que é amor...
Você não sabe dizer “Eu te amo” de verdade!
Alguém já disse...

“Não vulgarize o verbo amar...”
Por favor!

domingo, 28 de setembro de 2008

FUGA, ATÉ ONDE ELA ALIMENTA A ALMA?




De noite, quando apagam as luzes, fecham as portas, tracam as janelas e soltam os cachorros, em que e quem você pensa?
De dia, quando o sol te acorda, o café está na mesa, as obrigações do cotidiano te chamam e pessoas te cobram coisas de hora em hora, em que e quem você DIZ que pensa?
Por que a realidade da noite, a da nossa cama, não pode transparecer na realidade do dia?
Que realidade vampiresca é essa?
Que fuga é essa que você precisa ter?

De Dia...
Em quem você fala que pensa quando as palavras vem a boca?
Sentimento da boca pra fora....
Pra quem quiser ouvir....
Com aquelas palavras mornas, quase fria se você não forçasse uma emoção e rima!

De Noite...
Do coração para alma?
Em quem pensa e fala, para você, na hora que vem aquele gosto de saudade, aquele tal de nó na garganta...
Em quem?

De dia, o falso amor que você precisa,
De noite, só você pra me dizer...

Porque essa antítese sentimental,
Usando um pouco das palavras de Renato...Será que não se cansa, não fica hora alguma cheio de se sentir vazio?
Por querer sem querer...
Por usar a palavra amor sem amar!
Esse paradoxo do modernismo literário
Contradizendo até a minha intuição.
Logo a minha?
Sentimento esse seu, oposto a qualquer verdade que a noite trás!
Esse zeugma do cão!
Chega de omições quando chegar o sol!
Chega de vírgulas para falar de amor!

De noite você se assume, você se revela, você tem a maior sinceridade que o seu coração pode ostentar, você não foge da gente!
Você é você, eu sei que sim....eu te conheço literalmente sentimentalmente....
De dia, quem é você?
Porque você me deixou na gaveta daquele seu criado mudo e frio...
Exatamente como você, muda e fria, com esse sol...
Porque não me leva no bolso pra ver o sol?
Me leva com você...
Que fuga é essa em busca de paz?
Paz infernal que se instala...

Frase feita e batida, mas com um peso forte de realidade...
Até onde suportar essa vida morna?
Sem gosto de felicidade...
Um comodismo doentio, que entristece!
Odeio essa sua felicidade falsa de amores...
A sua inconsciência concedida, assumida
Fuga de si mesmo, do sentimento que te devora por dentro toda vez que apagam as luzes!
Agora sei porque tens medo do escuro!
Não precisa ter medo de ser feliz por inteiro...às vezes ser feliz dói um pouco, mas é uma dor necessária....no final sempre se tem a glória!
Porque se a gente deixar para ser feliz só depois, um dia essa felicidade vai embora e não vai adiantar nada você perder o dia, meses e anos se pergunta...
“Por que?”

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Distrações...

"O teu amor é uma mentira
Que a minha vaidade quer
E o meu, poesia de cego
Você não pode ver
Não pode ver que no meu mundo
Um troço qualquer morreu
Num corte lento e profundo
Entre você e eu
O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba, a gente pensa
Que ele nunca existiu
O nosso amor a gente inventa, inventa
O nosso amor a gente inventa, inventa
Te ver não é mais tão bacana
Quanto a semana passada
Você nem arrumou a cama
Parece que fugiu de casa
Mas ficou tudo fora do lugar
Café sem açucar, dança sem par
Você podia ao menos me contar
Uma estória romântica
O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba, a gente pensa
Que ele nunca existiu"
Cazuza/Rogério Meanda/João Rebouças
E SEGUE NÓS E O RESTO DO MUNDO,
ETERNAMENTE DISTRAÍDOS...
....

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

EU SOU DELA...E ELA É MINHA...




Metade...

Odeio a palavra metade!

metade é um meio de alguma coisa que no fundo pra mim é um meio nada!

Uma metade, no fundo, não completa nada.

Nunca que uma metade é uma perfeição, até porque ser metade de algo é sinal que já foi rasgado...rompido...

Simplesmente odeio ser metade!

Metade de uma laranja?...do que adianta se a sua estiver estragada?

Metade do bolo?...do que adianta se a sua parte veio sem o recheio, que era o mais gostoso...

Sua metade?

Tem certeza que só isso que você quer que eu seja?

Sua metade????

Não!

Não quero ser sua metade...

Para que você só quer metade de mim se eu posso ser seu INTEIRO?

Entenda mais uma vez, nao quero ser metade de nada...

Nao quero ser nada que complete...

Odeio complementos...não quero ser muleta!

Eu já disse, quero ser seu inteiro,

Eu quero ser eu, quero ser simplesmente completo e quero que você também seja para que possamos ser DOIS...

Sim, sejamos DOIS que é muito mais que apenas UM!

Podemos ser muito mais do que queremos ser
Então por que nao ser, certo?

Não quero ser metade do seu coração....quero ser ele inteiro.


Até aceito uma possível troca, te dou o meu e você me dá o seu, mas nao me venha mais com esse papo de metadinha...

Metade é muito pouco para nós dois, eu tenho certeza disso!
sejamos eu e você!
E nada mais...

Nao quero ser a metade de um livro que você venha a escrever sobre sua vida, que eu só venha a começar la pela pagina 100...
NÃO!

Eu quero ser seu livro inteiro!

Quero ser seu amor por inteiro...

Egoísmo isso?

Nao, pode acreditar em mim.

Só estou querendo te dizer que te amo por inteiro!
:)


quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Todo Carnaval tem seu fim...


Das coisas que a gente sente...só a gente sabe e ponto!
Não, não e não!
Não me venha com seus julgamentos, querendo desvendar meus anseios dentro de suas teorias baratas de revista feminina...
Quem é que tá aqui dentro?? Eu ou vc???
Quem tá vendo o que ta se passando???
Essa era pra ser nós dois...
Mas na hora que o nosso TUDO e TODO foi entrar na avenida, você estava lendo sua revista fútil....e eu estava na fila da cerveja....
E foi assim...
Exatamente assim, que a nossa felicidade entrou na avenida...passou...sambou em cima das nossas cabeças e a gente nem viu...e nem rolou um AUÊ!
Foi embora...
Mas paramos pra ver o Gari....
Varrendo os nossos cacos junto com confetes...
Ficando tudo vazio...não tá sobrando nada do que foi bom, meu Deus!
Tudo poderia ser diferente se eu gostasse de samba e se vc soubesse sambar....
Essa é a harmonia que tiraria nota 10...
Mas não...
Vc sempre tem que dizer não...
Assim é como todos os amores acabam...
Assim é como a felicidade passa e vc nem goza...
Assim é como sempre acabamos...
Como telespectador do nosso próprio fim...
"Eu sou aquele pierrot, que te abraçou e te levou meu amor..."
Ainda sou...

terça-feira, 15 de julho de 2008

MEMÓRIA...

ELA
“Ainda existem músicas que me lembram vc.
Quando eu as ouço, parece que volto no tempo.
Quando ficávamos horas a fio falando sobre tudo, ou sobre nada e ainda assim era tão bom.
As vezes fico pensando no qto vc me ajudou a crescer.
No qto eu era infantil e vc abriu meus olhos pra q eu fosse forte.
Vc mudou (d uma maneira ou de outra) a minha vida, é sério...”

ELE
Sempre existirão musicas que me lembrarão vc...o tempo pode passar que eu sei que a nossa musica ainda vai tocar, eu sei que alguém vai regravar....pq ela é linda e a gente sabe disso!
Eu volto no tempo com você também e o melhor de tudo é que sempre caio em momentos bons...e me permito perguntar se tivemos momentos ruins pq se tivemos foram tão superficiais que não teve espaço na memória para serem armazenados....
Falar sobre tudo...sobre nada....sobre nós...sobre os outros...sobre o mundo... era o que eu mais gostava...na verdade era a sua companhia que sempre foi o melhor que eu pude ter por esses tempos!
Eu tbém fui infantil muitas vezes....e se vc cresceu....eu tbém cresci.....então foi mútuo...acho que isso que é o melhor de nós dois....
Vc mudou a minha vida...de uma maneira ou de outra...e pra mim é mais que sério!


E EU AINDA ESCREVO SIM...TODOS OS DIAS NAQUELE CADERNO VELHO....OU EM GUARDANAPOS DE BAR!

domingo, 6 de julho de 2008

Amar faz bem-mal a saúde!


Hoje estou tendo uma bela sensação que o amor é como tragar um cigarro!


Primeiro enche-se de esperanças e alegrias os sentimentos, isto é a plenitude do sentir...exatamente como aquele prazer de quando se enche o pulmão de fumaça.


Depois, num movimento de expelir, libera-se todos os espaços para o medo, a dúvida, o receio.


Enche-se e esvazia-se a alma de significações amorosas todo seu eu...o tempo todo...

A mulher que eu amo é a fumaça dos meus desejos que vira e mexe passeia por dentro... Fumaça essa, do cigarro ou ela, que dança movida pelo silêncio do ato de tragar e soltar tudo que eu tenho de melhor ou pior....



Mas diferentemente da fumaça que apenas entra e sai esse amor fica!


Todos os amores ficam...

Meio volúvel esse plural, mas não deixa de ser uma verdade....

Amores vem e ficam!


Você simplesmente fingi que ele partiu, assim que chega um novo maço de cigarro na sua vida!

Mas você sabe quanto tempo aquela ponta do cigarro passado leva para se reciclar na natureza?


Você esquece de um colega da faculdade...esquece de tomar remédio...esquece de pagar contas...esquece de compras ao supermercado...esquece de datas de reuniões e aniversário...mas de um amor você não esquece!


Aquela ponta do cigarro tá jogada em algum lugar, você já fumou...o tabaco já acabou...mas aquele filtro tá por algum lugar....


E por ficar é que o vício do amor é infinitamente mais prejudicial e doloroso que o de fumar, e para este não há ministério da saúde que dê jeito ou nos alerte do mal...

segunda-feira, 15 de outubro de 2007




"Assisti a algumas imagens do velório do Bussunda, quando os colegas do Casseta & Planeta deram seus depoimentos.

Parecia que a qualquer instante iria estourar uma piada.

Estava tudo sério demais, faltava a esculhambação, a zombaria, a desestruturação da cena.

Mas nada acontecia ali de risível, era só dor e perplexidade, que é mesmo o que e causa em todos os que ficam.

A verdade é que não havia nada a acrescentar no roteiro: a morte, por si só, é uma piada pronta. Morrer é ridículo.

Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre.

Como assim?

E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?

Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer.

A troco?

Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente.

Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu.

Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...

De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis.

Qual é?

Morrer é um chiste.

Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida.

Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas.

Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.

Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu.

Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer.

Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas , mulheres e morre num sábado de manhã.

Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito.

Isso é para ser levado a sério?

Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo.

Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas.

Ok, hora de descansar em paz.

Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa?

Não se faz.

Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas.

Morrer é um exagero.

E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas.

Só que esta não tem graça.

Por isso viva tudo que há para viver.

Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da Vida...

Perdoe....

sempre!!!"


Pedro Bial

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

MESMO SOZINHO...


Ontem meu silêncio acordou no meio da noite e gritou seu nome.
Lembra das palavras que escrevia para você em insônias como esta?
Rasguei ontem!
Agora quando acordo sozinho sinto o gosto que ficou, ficou um gosto de angústia nauseante na boca, o gosto da saudade, o gosto amargo da burrice somado com a perda.
Por que ser feliz em algum momento machuca, dói, incomoda?... Porque a dor de perder a felicidade é muito maior que ela...é imensa, e quando se perde a felicidade uma vez é complicado querer ser feliz de novo, dá um pouco de medo!
E mais uma vez dentro do meu silêncio fiquei procurando te encontrar...
Saudade com sabor de você!
"Uh, baby! Saiba que eu gosto muito de você! Espero que esteja feliz e bem acompanhada
Normal estou vivendo simplesmente
Não vou ficar pensando: se tivesse sido o contrário?
Eu estou feliz, mesmo sozinho
Esse silêncio é paz,
Eu estou feliz
nesse momento cai uma forte chuva
Quem vai ficar chorando??"

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Se aprender ganhar dinheiro...

...ME ENSINA!

"SAUDADE É A MORTE DA ESPERANÇA..."

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

O AMOR ACABA...

O AMOR ACABA

O amor acaba.
Numa esquina, por exemplo,
num domingo de lua nova,
depois de teatro e silêncio;
acaba em cafés engordurados,
diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar;
de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas;
na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio;
e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão;como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado;
na insônia dos braços luminosos do relógio;
e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg,
entre frisos de alumínio e espelhos monótonos;
e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão;
às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres;
mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia;
no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar;
na epifania da pretensão ridícula dos bigodes;
nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa,
o amor pode acabar;
na compulsão da simplicidade simplesmente;
no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina;
no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores;
em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo;
e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir;
em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero;
nos roteiros do tédio para o tédio,
na barca,
no trem,
no ônibus,
ida e volta de nada para nada;
em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba;
no inferno o amor não começa;
na usura o amor se dissolve;
em Brasília o amor pode virar pó;
no Rio, frivolidade;
em Belo Horizonte, remorso;
em São Paulo, dinheiro;
uma carta que chegou depois,
o amor acaba;
uma carta que chegou antes,
e o amor acaba;
na descontrolada fantasia da libido;
às vezes acaba na mesma música que começou,
com o mesmo drinque,
diante dos mesmos cisnes;
e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros;
e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova Iorque;
no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor;
e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados;
e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo;
na janela que se abre,
na janela que se fecha;
às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo;
às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido;
mas pode acabar com doçura e esperança;
uma palavra,
muda ou articulada,
e acaba o amor;
na verdade;
o álcool;
de manhã,
de tarde,
de noite;
na floração excessiva da primavera;
no abuso do verão;
na dissonância do outono;
no conforto do inverno;
em todos os lugares o amor acaba;
a qualquer hora o amor acaba;
por qualquer motivo o amor acaba;
para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.
Paulo Mendes Campos